4.6.19

De fragilidades

Oscilante entre lá e aqui
Entre uns olhos mentirosos
[e um coração em silêncio
Entre mãos ávidas de toques
[e bocas inertes que se evitam
Uma sensação de chuva leve
[e de desertos impenetráveis
Uma vontade de queda
[e a de total imobilidade
Entre sorrir e chorar.

1.6.19

Todos os dias

Em pleno meio-dia,
Um quarto
(disfarçado de sauna)
Nos abriga mal e mal.
Gritos abafados de leve,
Escancarados pela
[nudez latente.
As mãos não se encontram,
Em loucura rebeladas.
Os olhos em brasa de vulcão
Não escondem o tormento
(nem o anseio)
De iniciar incêndios
- um atrás do outro -
Sempre sem cessar.

sentido efêmero

uma gaveta empoeirada cheia de memórias, a ventania varre as folhas secas [facilmente se esfarelam com a chuva cartas antigas sem nenhum sig...